" Quero ir bem alto... Bem alto! Numa sensação de saborosa superioridade... É que do outro lado do muro, tem uma coisa que eu quero espiar.. "
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Seguir
O fim que parece começo
Começo que requer erro
Infinitamente errarei
E ainda sim tentarei
Esse tentar e nunca acertar
Ou melhor, acertar sem tentar
Melhor parte do éter da vida,
que na verdade resume-se
em paixão
O fogo que nos mantém brilhando
Acessos, em fúria,
A cura
À solidão.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Novos amores
Depois que as Pagus terminaram a faculdade e começaram a trabalhar, ficou cada vez mais raro encontrarmos novos posts por aqui. Mas isso não se deve apenas ao fato de estarmos (um pouco) distantes umas das outras. O que ocorre é que todas nós estamos com novos amores. Calma, eu explico.
Primeiro, nós Pagus, passamos algum tempo COMENDO livros e mais livros, apostilas e afins para, quem sabe, passarmos em um próspero concurso público. Tudo bem que esse plano não deu certo com todas, entretanto os resultados foram bastante satisfatórios para algumas de nós.
Em seguida, REZAMOS horrores para de fato conseguirmos nosso lugarzinho ao sol, posto que vida de universitário é muito mole se compararmos a selva que é o mundo do trabalho de verdade. Enfim, nos garantimos, não plenamente, mas o fizemos.
Agora, só nos resta AMAR. E estamos amando... loucamente! Seja uma pessoa do sexo oposto, seja um projeto novo, seja um blog novo. Opa! Como assim?!... Pois é, estamos com blogs novos na praça; um deles é da nossa Pagu Juliana Belo, muito bom por sinal. Segue mais ou menos a linha Pagu de escrita, mas com todo o charme e elegância da dona. O outro, mais novo, é dessa pequena pessoa que vos fala, conhecida agora como Loca de Pedra.
O the last girl já está no ar. Quem quiser conferir, basta acessar o www.thelastgirl.spaceblog.com.br!
Um super beijo,
Lívia de Oliveira
domingo, 25 de outubro de 2009
De repente, 1 ano!
Pensei em relembrar todos os momentos pelos quais o De repente passou, e isso significaria contar a história de cada uma das escritoras desse blog e suas peripécias durante esse 1 ano. No entanto, não podemos esquecer que a “mentora” de nós todas é Patrícia Galvão (Pagu): poetisa, revolucionária, esposa, mãe, artista, mulher. Entendemos que DE REPENTE, PAGU! é tudo isso. É a exclamação no fim da frase, é uma conversa sobre sei lá o que no meio da aula, é o sentir de modo diferente. O inesperado.
Foi com o intuito de compartilhar nossos textos mais escondidos, nossas experiências mais enriquecedoras, nossas paixões, amores e desamores que esse blog se fundou, porque nosso lema sempre foi escrever sobre tudo – de trabalhos acadêmicos á poesia da imagem. Tanto que, vocês leitores e amigos do De repente, acompanharam de perto nossas mudanças e nosso fluxo textual. É verdade que, outrora, nossa produção foi bem maior, mas é como já relatei tempos atrás: nossas vidas ficaram bastante atribuladas e, algumas de nós, não estão podendo postar seus textos como era costume. Todavia, isso não quer dizer que paramos de produzir; pelo contrário! O que falta é “tempo” para postar as novidades.
De forma despojada, mas ao mesmo tempo preocupada com o conteúdo é que se faz a escrita do Pagu – como é chamado pelos mais íntimos. Não pense você, minha cara leitora, que esse blog é lido apenas por garotas! Não, não. Nossos maiores incentivadores são homens: os que passaram por nossas vidas, os que são amigos e os que vêm dar aquela espiadinha e acabam ficando. Sim, acreditem! Também a mudança é bem vinda. Assim nos infiltramos no mundo dos caça-talentos e, caso você queira dividir suas produções com o mundo, nos comunique; estamos sempre dispostas a enriquecer o Pagu e a conhecer (ou reconhecer) esses novos (e às vezes nem tão novos) talentos. Todos serão apreciados!
O De repente, Pagu! se orgulha em ter partilhado com você aí do outro lado da tela – do outro lado do mundo ou do outro lado do muro – esse 1 ano. Foram muitas as mudanças; algumas delas a olhos vistos, outras nem tanto. Mas aos poucos nós, juntamente às opiniões de vocês, faremos muito mais. Podem esperar, porque vem coisa boa pela frente! Afinal já mexemos e remexemos com a inquisição, morremos na fogueira e aprendemos o que é ser carvão. Somos pau pra toda obra e Deus dá asas a nossa cobra. Mas vá com calma, pois nossa força não é bruta, não somos freiras e nem putas!... Rainhas do tanque?! Talvez. Pagus indignadas no palanque, sempre. Temos fama de porra-louca, tudo bem! Também somos filhas de alguma Maria ninguém. É claro que às vezes parece o contrário, mas não somos atrizes, modelos ou dançarinas, e de fato o nosso buraco é mais em cima! “Porque nem toda feiticeira é corcunda, nem toda brasileira é bunda, meu peito não é de silicone, sou mais macho que muito homem”*.
P.S.: parabéns para nós!!!! \o/
* Releitura da música Pagu composta por Rita Lee e Zélia Duncan, interpretada por Maria Rita.
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Pagu interrogativa
Não podiam mais me esconder
Pernas bambas
CORAÇÃO na boca
Nada mais
Não sei
O que EU vou fazer?
Não sei
Preciso PENSAR, me ORGANIZAR
ELE não entendeu
Contei que já sabia [de tudo]
Ele não respondeu
SILÊNCIO!
Dele ainda espero uma explicação, embora não tenha a intenção de continuar ou terminar... Optei por COMEÇAR: arrisquei!
Se for ou não VERDADE, já nem tem importância. Sou LIVRE e quero PERMANECER assim por muito tempo. Fazendo TROCAS, PROVOCANDO sensações, AJUDANDO quem precisar, mesmo que essa ajuda seja para o meu próprio EU.
Egoísta, atrevida, cara-de-pau, PAGU! Não esperem resposta: sou um ponto de INTERROGAÇÃO.
Lívia de Oliveira
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Carta aos leitores do De repente, Pagu!
Sabemos que nosso blog é bastante visitado, por isso, por favor, não se aborreçam; não pensem que é falta de compromisso nossa “ausência momentânea”. Uma parte de nosso grupo (a maioria) está encerrando mais uma etapa: a graduação no curso de Licenciatura em Letras.
Período passado Juliana enfrentou os mesmos obstáculos que hoje eu (Lívia), Brenna, Carolina e Andréia estamos a superar, com o agravante de também estar no estágio. É, aquele mesmo proposto pelo currículo da universidade, sabe?! Tudo bem que ela é uma puta de uma cabeçuda que deu conta das duas coisas e ainda se preocupava com o blog... mas devo ressaltar que a monografia dela (trabalho de conclusão de curso) estava engatilhada há muuuiiiito tempo em virtude do grupo de estudos que ela sempre participou e, também, pelo fato de já tê-la iniciado um período anterior ao de sua defesa, isto é, ela começou a escrever em 2008.2, terminou e defendeu em 2009.1 (os amigos universitários entendem os números,né?!).
Diferente de muitos blogs por aí, o nosso foi construído com o objetivo de compartilhar experiências. Não fazemos questão de abordar um assunto só (ou um só assunto!). Publicamos trabalhos que já nos renderam boas notas e bons comentários dentro e fora da academia. Poesias, crônicas, dicas do mundo das artes, pontos de vista... uma infinidade de coisas. Às vezes somos críticas demais (dentro do próprio grupo); brutas com quem não nos entendem; sinceras dentro da ficção; exageradas SIM, e daí?!... necessitamos do calor que só é alcançado com a experiência na pele nua. É meus caros, as Pagus têm uma vida além blog! E por se tratar de um canal feito por “professorinhas”, precisamos falar para que todos possam nos compreender, por isso uma gíria aqui, uma oralidade transcrita ali... fazemos uso do que aprendemos em sala. Acredite!
Esclarecido isso, deixo aqui nossas sinceras desculpas, mas prometemos produzir muito mais depois que tudo isso passar!
Beijos e até já!
Lívia de Oliveira
P.S.: Juliana, Carolina e Brenna estão trabalhando, assim como Andréia já faz há quase um ano. Eu não sou “vagal”, sou filha única! E por motivos vários, estou empenhada somente na monografia. ;D
sábado, 11 de julho de 2009
O pato e a palavra

Depois de ouvir uma receita inteira de pato ao molho pardo, sem sangue, como enfatizou uma das partes, já que a conversa ocorrera entre minha mãe e a vizinha do 102 – entendi que aquilo era só comida. Mas... será mesmo?!? Continuei em dúvida.
No fim, minha mãe explicou: o que sai da boca é que é remoso; esse pato é apenas alimento, depois que passa pelo aparelho digestivo vira cocô e vai parar na privada, mas o que sai da sua boca não. As palavras vêm do coração e quando são ditas com ódio, raiva ou qualquer coisa desse tipo fazem mal a você e a quem ouve. Machucam, por isso são remosas.
Com um “é mesmo” de espanto e concordância por parte da vizinha, a história se encerrou e outra ganhou pauta. Remosa ou não, a conversa das duas continuou por mais meia hora, até que se despediram e eu voltei ao meu mundo, como se nada tivesse acontecido.
Por Lívia de Oliveira
sexta-feira, 24 de abril de 2009
AS HORAS
Mas ainda sim, ela não sabia o que ia acontecer. Sofria por antecipação. O telefone não tocava. Não era, todavia, a primeira vez que aquilo ocorria: sempre lhe dizia que ligaria... mas até ali, nada!
E lembrou-se de quando aquela realidade era apenas um sonho distante. Passava horas nas escadarias conversando com outras, que, assim como ela, sonhavam. Por um momento lembrou o que a amiga professara para si na noite anterior. Sorriu.
Queria mesmo era sanar o mal entendido que suas palavras provocaram... Compulsão maldita! O que mais poderia acontecer? Já sei, um casal feliz sentar-se a seu lado.
E as horas passavam. Aparentemente todos a observavam, mas estava só. Só e observada, obcecada, obstinada, objetada, petrificada. Triste.
Toca telefone... toca.
segunda-feira, 2 de março de 2009
Plágio de mim
Vagando no sentimento
Vagando por um sentimento
Vagando...
E no vagar, na dança da noite,
Tento responder o que não tem resposta.
O álcool não é suficiente
Aquele cd? Não é suficiente
Nem o bar, nem os amigos,
Nem um cigarro Black
PERDIDA
[me achei]
De uma conversa
Surgiu a resposta,
Mas dessa resposta
Não tive certeza;
Então pensei,
Rezei,
Chorei,
Mas não pude gritar, assim criei:
Um novo olhar, uma nova rima,
Um novo verso, uma nova linha;
Linda, fina e que é minha. Só minha!
No entanto, continuei vagando
E ao perceber o meu engano
Lembrei de um amigo
“olha a chuva.”
Sim. A chuva. Não era noite, mas parecia...
TUDO ERA TREVA
TUDO ERA NÉVOA
TUDO ERA.
Ouve, sente, vê...
Leva esse teu sentimento para longe,
Tão longe quanto possas imaginar.
Pede, implora, manda vaguear.
Ouve?!?
É o teu vagar,
Já pulsa tão forte que...
Não posso continuar.
Saltei. Voei.
ME LIBERTEI.
[Aprisionei]
Apaixonei.
De novo e de novo e sempre,
Como nunca, como hoje, como agora,
Mas não como outrora,
E sim como aurora – o dia que nasce.
Com ele meu vagar não se encerra,
Renasce com a noite, com as estrelas
E culmina com o doce e sincero sono,
O dia, que pode ser claro e por vezes turvo,
Porém nunca igual, e ainda sim o mesmo
LOUCO
Cheio de outras e outros,
Mas ainda sim você,
Eu, nós.
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Nota: em agradecimento ao meu amigo AU, que deu forças quando eu já não tinha. Criei um personagem.
Lívia de Oliveira
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Aprenda com quem sabe
Trata-se de tudo aquilo que passamos em nossos relacionamentos, mas não das situações, e sim de nós mesmos. Nossos medos, indecisões, amores e não-amores.
Aproveitem a leitura e se encontrem... ou se percam!
RELACIONAMENTOS...
Sempre acho que namoro, casamento, romance, tem começo, meio e fim.
Como tudo na vida.
Detesto quando escuto aquela conversa:
- Ah,terminei o namoro...
- Nossa, estavam juntos há tanto tempo...
- Cinco anos... que pena... acabou...
- é... não deu certo...
Claro que deu!
Deu certo durante cinco anos, só que acabou.
E o bom da vida, é que você pode ter vários amores.
Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se
somam.
Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você
mesmo, como cobrar cem por cento do outro?
E não temos essa coisa completa.
Às vezes ela é fiel, mas é devagar na cama.
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ela é muito bonita, mas não é sensível.
Tudo junto, não vamos encontrar.
Perceba qual o aspecto mais importante para você e invista nele.
Pele é um bicho traiçoeiro.
Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia.
E às vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te
impressiona...
Acho que o beijo é importante... e se o beijo bate... se joga... se
não bate... mais um Martini, por favor... e vá dar uma volta.
Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra.
O outro tem o direito de não te querer.
Não brigue, não ligue, não dê pití.
Se a pessoa tá com dúvidas, problema dela, cabe a você esperar... ou
não.
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta.
Nada de drama.
Que graça tem alguém do seu lado sob pressão?
O legal é alguém que está com você, só por você.
E vice-versa.
Não fique com alguém por pena.
Ou por medo da solidão.
Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é
compartilhado.
E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar,
seu pensamento.
Tem gente que pula de um romance para o outro.
Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?
Gostar dói.
Muitas vezes você vai sentir raiva, ciúmes, ódio, frustração...
Faz parte. Você convive com outro ser, um outro mundo, um outro
universo.
E nem sempre as coisas são como você gostaria que fosse...
A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.
Se alguém vier com este papo, corra, afinal você não é terapeuta.
Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.
Na vida e no amor, não temos garantias..
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar.
Nem todo beijo é para romancear.
E nem todo sexo bom é para descartar... Ou se apaixonar... Ou se
culpar....
Enfim.... quem disse que ser adulto é fácil?
(Arnaldo Jabor)
Lívia de Oliveira
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Clichê
Assim, de repente, ele começa a desvirtuar os rumos que aquela conversa tomara. Ela, atônita com o que acontecia, tentava não revelar verdades demais, “é muito arriscado!”, disse-lhe uma amiga. Mas ela seguiu o seu homem, o seu coração.
Ambos revelaram desejos, segredos guardados em baús do passado. Ela, contente por ver sua verdade compartilhada, começara a fazer planos, tecer sonhos. Pobre criatura! Ele, inebriado de todas as sensações das quais sofrem os apaixonados, revelou-lhe outros, que por agora, não poderiam se concretizar.
E pensava estar mais calma, ciente do que ocorrera há dois dias, no entanto aqueles calafrios ao vê-lo só aumentavam, ou pelo menos se estagnaram. Tal intensidade (e intenção) crescia, a ponto de não poderem mais. Entregaram-se.
Enquanto ele apagava a luz, mil coisas passavam por sua cabeça, e só uma pergunta restava: ”por que só agora?”... Ela, por sua vez, relembrava o que em diversas ocasiões ouvira de outros apaixonados: “tudo que é proibido...” e não sentiu necessidade de completar. A noite só estava começando.
Confessaram-se um ao outro como um dia fizeram Blimunda e Baltazar, Julieta e Romeu. O primeiro, verdadeiro; o seguinte, proibido. Ambos consumados. Mas o dela, o daquela noite, não. Menos por pudor do que por desejo.
Os calores foram os mesmos, os beijos ardentes foram os mesmos, o sentimento é que era maior. Ela acreditou ser àquela noite; ele acreditou que seria o primeiro e, no fim, era apenas o começo. Vestiram-se. Ao sair confirmou o que ele já sabia e que o desejo dos corpos abafara: “não quero ser a número 2”.
Quando já estava prestes a descer as escadas, deu um último olhar aquele que era seu passado, presente, porém não o futuro. Pelo menos por agora.
Lívia de Oliveira
domingo, 14 de dezembro de 2008
Paixão
E eu que pensava odiar
Eu que não queria me apegar
Que não sentia nada
Tomada do éter da vida
Do frio na espinha
Na hora do sorriso
Ah, essa dor maldita
Que teima em acalentar
Meu coração
Que grande bobo é o ser humano!
Estou em pedaços
Colem os meus cacos
Formem um mosaico
Porque já não posso mais
Penso que não vou agüentar
Peço a quem puder ajudar
Estou sucumbindo
Em meio à realidade
Dói demais
E é tão bom...
Só sentindo,
Seja por quem ou o que for,
Se é feliz.
Lívia de Oliveira
Nota: Dedicado àquele que não posso ter.
