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terça-feira, 15 de setembro de 2009

POÉTICA

DE VERSOS,
EU VERSO
DIVERSOS
VERSOS
CONVERSO
COM VERSOS.




por Juliana Belo

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Pagu interrogativa


Muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo. Coisas que ela jamais pensara ocorrer... Ei, mas espera aí: se esse é um texto sobre o que se passa na vida dessa Pagu que vos fala, por que escrever em 3ª pessoa?...Já sei, é arriscar demais!

Ouvi o quê, enquanto AMIGAS,
Não podiam mais me esconder
Pernas bambas
CORAÇÃO na boca
Nada mais

O que VOCÊ vai fazer?
Não sei
O que EU vou fazer?
Não sei
Preciso PENSAR, me ORGANIZAR

Usei OUTRO tom
ELE não entendeu
Contei que já sabia [de tudo]
Ele não respondeu
SILÊNCIO!

Dele ainda espero uma explicação, embora não tenha a intenção de continuar ou terminar... Optei por COMEÇAR: arrisquei!
Se for ou não VERDADE, já nem tem importância. Sou LIVRE e quero PERMANECER assim por muito tempo. Fazendo TROCAS, PROVOCANDO sensações, AJUDANDO quem precisar, mesmo que essa ajuda seja para o meu próprio EU.
Egoísta, atrevida, cara-de-pau, PAGU! Não esperem resposta: sou um ponto de INTERROGAÇÃO.


Lívia de Oliveira


P.S: seriam tantas as notas que é melhor nem começar a listar, só quero agradecer a cobrança da minha amiga Brenna. Sem ela esse texto não teria saído, não desmerecendo as outras, mas é que essa Patinha me fez reparar uma novidade: mesmo na dor eu não escrevi, e olha que meus melhores textos saíram daqueles momentos desolé! Mas, como a vida é cheia de surpresas... “eu não quero mais nenhuma chance, eu não quero mais revanche!”, Lobão.

domingo, 9 de agosto de 2009

Memórias, Crônicas e Declarações de Amor*

Quero ter-te. Meu corpo clama, chama e inflama pelo Teu. Incomoda-me a indefinição de tudo o que sinto. “Se pudesse te dizer aquilo que nunca te direi tu terias que me explicar aquilo que nem eu mesmo sei**. Sei que não é amor puro tal como Orfeu e Eurídice, pois tens gosto de fruta mordida”. O veneno que penetrou meu corpo paralisou-me da mesma forma ocorrida àquela cujo tom de pele assemelha-se à neve. “Quero-te com voracidade”. Adoro quando me chamas de moça, de menina. Pela primeira vez percebi o quanto é bom se sentir criança. “Adoro provocar-te. Então imagino-nus. Sou tua Ofélia. Quero (en)cantar-te em versos e canções.” És meu mouro e sou tua Desdêmona. Não. Não me sufocaste com ciúmes doentios. Fui sufocada com tua presença”. Até o que não me agrada em ti me enlouquece. Não suporto tua prudência. Tua cautela em respostas curtas tem efeito longo. Odeio teu aspecto pensativo e reflexivo. “Não quero pensar, quero sentir. Ai, a maldita dialética pessoana. Penso sentindo, sinto pensando. Não! Entre sentir e pensar escolho sentir. Mas não posso ficar sem ti”.


[dedicado a ELE, o moço. Aquele que não posso ter]

Notas:
*Sim, está relacionado ao cd de Marisa Monte. E tudo mais que há nele e não está aqui
** Quadras ao gosto popular, de Fernando Pessoa


Por Juliana Belo