" Quero ir bem alto... Bem alto! Numa sensação de saborosa superioridade... É que do outro lado do muro, tem uma coisa que eu quero espiar.. "
domingo, 29 de março de 2009
Todo mundo conhece, mas ninguém me apresenta
Notas:
qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência. Isso se trata de um texto de ficção.
Àqueles que o conhecem, mas nunca me apresentaram: amigos como vocês, ninguém merece!
Lívia: valeu pela sugestão do texto
Brenna: você me serviu de exemplo. Nunca pensei que ter uma obsessão fosse tão legal.
Por Juliana Belo
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Aprenda com quem sabe
Trata-se de tudo aquilo que passamos em nossos relacionamentos, mas não das situações, e sim de nós mesmos. Nossos medos, indecisões, amores e não-amores.
Aproveitem a leitura e se encontrem... ou se percam!
RELACIONAMENTOS...
Sempre acho que namoro, casamento, romance, tem começo, meio e fim.
Como tudo na vida.
Detesto quando escuto aquela conversa:
- Ah,terminei o namoro...
- Nossa, estavam juntos há tanto tempo...
- Cinco anos... que pena... acabou...
- é... não deu certo...
Claro que deu!
Deu certo durante cinco anos, só que acabou.
E o bom da vida, é que você pode ter vários amores.
Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se
somam.
Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você
mesmo, como cobrar cem por cento do outro?
E não temos essa coisa completa.
Às vezes ela é fiel, mas é devagar na cama.
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ela é muito bonita, mas não é sensível.
Tudo junto, não vamos encontrar.
Perceba qual o aspecto mais importante para você e invista nele.
Pele é um bicho traiçoeiro.
Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia.
E às vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te
impressiona...
Acho que o beijo é importante... e se o beijo bate... se joga... se
não bate... mais um Martini, por favor... e vá dar uma volta.
Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra.
O outro tem o direito de não te querer.
Não brigue, não ligue, não dê pití.
Se a pessoa tá com dúvidas, problema dela, cabe a você esperar... ou
não.
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta.
Nada de drama.
Que graça tem alguém do seu lado sob pressão?
O legal é alguém que está com você, só por você.
E vice-versa.
Não fique com alguém por pena.
Ou por medo da solidão.
Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é
compartilhado.
E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar,
seu pensamento.
Tem gente que pula de um romance para o outro.
Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?
Gostar dói.
Muitas vezes você vai sentir raiva, ciúmes, ódio, frustração...
Faz parte. Você convive com outro ser, um outro mundo, um outro
universo.
E nem sempre as coisas são como você gostaria que fosse...
A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.
Se alguém vier com este papo, corra, afinal você não é terapeuta.
Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.
Na vida e no amor, não temos garantias..
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar.
Nem todo beijo é para romancear.
E nem todo sexo bom é para descartar... Ou se apaixonar... Ou se
culpar....
Enfim.... quem disse que ser adulto é fácil?
(Arnaldo Jabor)
Lívia de Oliveira
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Quando é a hora de seguir em frente (Três dias na UTI a três meses no Ambulatório)

Notas:
Meu amigo querido, obrigada pelo texto. Deixe com esta timidez, você escreve super bem. Salve Bakhtin. Um texto realmente nasce de outro texto.
Lilik: obrigada pelo texto Simplesmente Pagu. Eu parafraseei o início dele.
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Simplesmente Pagu
Meditou, tomou banho, bebeu seu chocolate quente e sentou-se a escrever. Não era a primeira vez que aquilo lhe acontecia, no entanto o fato que ocasionou tal sucessão de acontecimentos é que era novo.
Seu grupo estava estático, apático; mas, de súbito, uma avalanche de emoções começou a desabar sobre elas. Era impossível saber o que viria depois. Todas sucumbindo em meio ao caos, a revolução.
Nada melhor do que sair um pouco, ver outras pessoas, respirar velhos ares. Certo era que o lugar escolhido não lhes trazia tão boas recordações, todavia tentar mais uma vez não seria pecado!... E, assim como outrora, fizeram-se bonitas (não que já não o fossem) e partiram como quem vai à luta.
Uma foi pra o seu quarto, cansada de não poder mais, preferiu o som de sua respiração nervosa como companhia, e dormiu. Outra, movida por um desejo que por vezes parece morrer, mas sempre reacende, achou melhor recolher-se a seu canto e esperar um outro dia. Porém três, entusiasmadas com as possibilidades de novos rumos, puseram-se a andar.
Noite fria, outras presenças e: o querido daquela que preferiu a respiração nervosa – não que essa preferência tenha se dado por livre e espontânea vontade, mas por vontade do que nos assombra, o destino – apareceu. E a noite segue meio sem rumo, em tom cinza e não rosa como a bebida que tomavam.
Entravam e saiam como se estivessem procurando algo, mas não estavam. Foi então que encontraram aquele que, apesar de todos os defeitos, enchem-lhes os olhos de qualidades. Ninguém precisa entender o que se planejou e o que veio a acontecer – como diz um amigo: “leiam as entrelinhas”! Daí em diante, tudo parecia correr bem, pelo menos para uma delas. Só parecia!
Enquanto uma era arrastada por inúmeras e surpreendentes revelações, outras tinham sua exuberância festejada. Pode parecer bobo, mas quem não é?! Levante a mão aquele que nunca se viu envolvido por uma bela beleza! – e aqui se faz necessário o uso da redundância.
Fim de noite, dia claro. Resposta que não se pôde dar, vontade que não se pôde (pelo menos ainda) concretizar e incertezas sobre qual caminho seguir. Será?... Segunda-feira começa tudo outra vez... Eis que surgem novos personagens, novos conflitos, novas sementes.
A paixão, personagem principal desta jornada, está ali, vendo o mundo girar, a fila andar, alguém chegar e uma (ou duas) chorar. Ela, mais do que qualquer outra, pode gargalhar de cada uma dessas situações; está conseguindo fazer o que mais gosta: causar dor àqueles que teimam em senti-la. Ah, bandida!
Confinadas numa derrota custosa (num estado desolé) – mesmo não estando todas reunidas -, “construindo” a vida de desapontamentos e falhando-a (atualmente); vão levando e sendo levadas (no sentido de arteiras, malandras, molecas, sedutoras, mulheres). Quem quiser, é só acompanhar!... Por aqui, por favor. Apertem os cintos que lá vão elas. De novo, e de novo, mais uma vez, igual à outra vez, nesse mundo rosa que não pertence só às meninas, mas a todos que dele compartilham. O mundo De repente, Pagu!
Nota: crônicas vêm da realidade.
Lívia de Oliveira
sábado, 11 de outubro de 2008
Desapontamentos

Quando a gente mais espera, é que as coisas não acontecem! Foi assim um dia desses com uma garota que EU conheço bem.
Tudo começou quando uma amiga decidiu mostrar-lhe um cara cujo estilo e simpatia chamavam atenção. Ele era vizinho dessa amiga e os dois trocavam meias palavras quando, raras vezes, encontravam-se pela rua. Nem preciso dizer que a grande porta para esse encontro foi um famoso site de relacionamento (como dizem os jornais por aí; aqui, como não somos tão polidas assim, revelamos nomes): Orkut.
A garota então, atendendo ao pedido da amiga, foi conferir o que “esse cara” tinha de tão atrativo – como dizemos aqui no Maranhão, marocou... marocou... e retornou a sua vidinha habitual. A questão é que, o dito cujo, não contente em marocar de volta a pequena garota, pediu para participar de sua rede de amigos. Até aí, tudo bem...
Passado algum tempo, suficiente para os dois trocarem telefones e e-mails, ele confessa que a adicionou por conta da música que estava no perfil dela – “alguém com essa música no perfil, só pode ser interessante!”, pensou.
Longas conversas ao telefone, recados no Orkut e, enfim, o tão aguardado encontro. Ansiosa ela, ansioso ele, e... não deu certo!
Todo mundo (e quando eu digo “todo mundo” é todo mundo mesmo!) esperava que dali saísse o novo casal. Não que ela não quisesse, mas o cara, “cheio de estilo e atitude”, deixou a desejar.
MENINAS, À LUTA!
MENINOS, ATENÇÃO AOS SINAIS!
Porque aqui o lema é: feministas... nem tanto. Femininas, SEMPRE!
Notas
1. Crônicas vêm da realidade.
2. Brenna, obrigada pelo título!
3. JASSON é o oposto do cara acima. Traduzindo: é o cara-de-pau do bem. MENINOS, mirem-se nele... URGENTE!
4. Como disse Elisa Lucinda: “as coisas acontecem por acaso, e aí, depois que eu escrevo, viram literatura.” Mas isso já é outra história...
Lica de Oliveira