terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Felis(z) Catus


Desde a infância fora apaixonada por gatinhos. Adorava dar banho, comida, brincar e apertar-lhe com tanta força até o miado ouvir. Mas também o que mais lhe admirava era ver os primeiros passos, as primeiras brincadeiras no sofá e os tecidos todos desfiados por causa das garras bem afiadas. Somente uma coisa a deixava irritava: as saídas noturnas do gatinho.
Para evitar que o bichano a deixasse sozinha trancava toda a casa todos os dias e o amarrava com um belo laço de fita. Desta forma, poderia tê-lo a sua disposição toda a noite. O carinho pelo gatinho foi crescendo ainda mais e ela viu a necessidade de aumentar o espaço dedicado a ele em sua casa. Todavia, o bichano num ato de pura esperteza e um instinto de liberdade que é comum aos gatos, esperou o adormecer da dona e passou pela fresta da madeira que servia como portão. O gato sumiu noite afora. Ao amanhecer ela estava sozinha e solitária.



Por Juliana Belo

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008


Por que é finito?


Sentimento amargo, calado, sofrido.
Mas que um dia foi suspiro alegre, brando e bonito.
Quando ELE é confuso os sentidos se confundem.
Ouvido que fala, boca que ouve, corpo que cheira.
Mas no último momento há sempre um coração racional que grita mais alto.
E diz a verdade-mentira que nunca se quis ouvir da boca de si mesmo.
Porque da boca dos que se ama, já se ouvia tantas e tantas vezes.
E aquilo que te fazia sentir livre, faz-te sentir preso, e o que era insolúvel, as lágrimas levaram, e o que era colorido virou tinta escura.
E o que era infinito se acabou.


Por Andréia Dellano

Pagus, a verdade só é aceita quando ela começa a vir do coração e da boca de quem tanto não a queria ouvir. Obrigada pelo amor e pela paciência. Feliz Natal

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Madrugada

Fala na cala da noite
Cala na fala da noite
Diga que você me quer
Jura que sou sua mulher
Grita pra todo mundo ouvir
Conta só o que me faz sorrir
Beija todo o meu corpo nu
Pinta minha madrugada de azul.


[ poema dedicado àquele que tocou minha mente, meu corpo e meu coração. Amo-te, como sempre]

Notas:
Lívia, desejo que você sinta isso um dia.

Por Juliana Belo

domingo, 14 de dezembro de 2008

Paixão

E eu que pensava odiar

Eu que não queria me apegar

Que não sentia nada


Tomada do éter da vida

Do frio na espinha

Na hora do sorriso


Ah, essa dor maldita

Que teima em acalentar

Meu coração

Que grande bobo é o ser humano!


Estou em pedaços

Colem os meus cacos

Formem um mosaico

Porque já não posso mais


Penso que não vou agüentar

Peço a quem puder ajudar

Estou sucumbindo

Em meio à realidade


Dói demais

E é tão bom...


Só sentindo,

Seja por quem ou o que for,

Se é feliz.



Lívia de Oliveira


Nota: Dedicado àquele que não posso ter.


quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Parabéns Patinha!

Recado de amiga

Como falar sobre alguém que não posso resumir com poucas palvras?

Como dizer a um mundo de gente o quanto ela me faz sorrir, morrer de raiva e cair na gargalhada com seu jeito atrapalhado e esquecido de ser?

Essa menina num corpo de mulher. Usa maquiagem, faz um monte de bobagens e até confunde os rapazes, que não sabem como reagir ao seu poder de cigana.

Mistério, encanto, fantasia e "chic". Faz e acontece. É a protegida por todo o grupo (nem pensem em fazê-la mal!). Caçula querida!

Amiga em todas as horas, até mesmo quando tem "um jantarzinho na casa da tia..." Companheira de música, de viagem, de suspiros (ai que calor!), de confissões (ops!... melhor deixar em off. Abafa!), de Justin (lindo!), e até de loucuras de sonhos que não seriam compreendidos pela massa.

Por tudo isso, e por outras coisas que não recordo agora, te escrevi esse recado disfarçado de poema (ou seria o contrário?!).

Termino não termiando, porque... Ah! Você ainda não casou, eu ainda não trabalho na Super Interessante, você ainda não é a assessora de imprensa do político do ano, meu clip ainda não passou na Mtv, e o mais importante: não perdemos o contato.

PARABÉNS PELOS SEUS 21 ANOS!

Lívia de Oliveira