E chegamos ao fim
O fim que parece começo
Começo que requer erro
Infinitamente errarei
E ainda sim tentarei
Esse tentar e nunca acertar
Ou melhor, acertar sem tentar
Melhor parte do éter da vida,
que na verdade resume-se
em paixão
O fogo que nos mantém brilhando
Acessos, em fúria,
A cura
À solidão.
" Quero ir bem alto... Bem alto! Numa sensação de saborosa superioridade... É que do outro lado do muro, tem uma coisa que eu quero espiar.. "
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Aproveitando o ensejo...
É de utilidade pública (feminina) que eu destaque dois trechos do livro que estou lendo, Comer Rezar Amar (sim, eu sei que já havia postado sobre o filme anteriormente, mas acreditem, é diferente). São passagens que me deram muita força neste momento conflituoso, então espero também ajudar meus queridos leitores. Todos sabem minha veneração por frases bem feitas, sobretudo as de impacto. Liz Gilbert não é uma escritora, como posso dizer, apegada a uma estética literária. Portanto, o que vale nessas linhas a seguir são, de fato, a sabedoria contida em suas palavras... grandes palavras de conforto, que mais parecem um diálogo formado para mim, e comigo! Confortem-se (quem cúmplice se sentir):
"No amor desesperado é sempre assim, não é? No amor desesperado, nós sempre inventamos os personagens dos nossos parceiros, exigindo que eles sejam o que precisamos que sejam, e depois ficando arrasados quando eles se recusam a desempenhar o papel que nós mesmos criamos."
(...)
"- Escute aqui, Sacolão — diz Richard. — Algum dia você vai olhar para trás, para este momento da sua vida, e pensar que época deliciosa de luto ele foi. Vai ver que estava lamentando a sua perda, e que o seu coração estava despedaçado, mas que a sua vida estava mudando (...)
- Mas eu amava ele de verdade.
- Grande coisa. Você se apaixonou por uma pessoa, e daí? Não entende o que aconteceu? Esse cara tocou um lugar do seu coração mais profundo do que você pensava que era capaz de alcançar. Em outras palavras, você foi fisgada, menina. Mas esse amor que você sentiu foi só o começo. Isso é só o amor mortal, limitado, café com leite. Espere para ver como você é capaz de amar mais profundamente do que isso. Nossa, Sacolão... você tem a capacidade de um dia amar o mundo inteiro. É o seu destino. Não ria.
- Não estou rindo. - Na verdade, eu estava chorando. - E, por favor, não vá você rir de mim agora, mas acho que o motivo pelo qual é tão difícil para mim esquecer esse cara é que eu realmente achava que o David fosse a minha alma gêmea.
- Provavelmente era. O problema é que você não entende o que essa expressão significa. As pessoas acham que a alma gêmea é o encaixe perfeito, e é isso que todo mundo quer. Mas a verdadeira alma gêmea é um espelho, a pessoa que mostra tudo que está prendendo você, a pessoa que chama a sua atenção para você mesmo para que você possa mudar a sua vida. Uma verdadeira alma gêmea é provavelmente a pessoa mais importante que você vai conhecer, porque elas derrubam as suas paredes e te acordam com um tapa. Mas viver com uma alma gêmea para sempre? Não. Dói demais. As almas gêmeas só entram na sua vida para revelar a você uma outra camada de você mesmo, e depois vão embora. Acabou, Sacolão. A missão do David era acordar você, tirar você daquele casamento do qual você precisava sair, destroçar um pouquinho o seu ego, mostrar para você os seus obstáculos e vícios, despedaçar o seu coração para uma nova luz poder entrar, deixar você tão desesperada e fora de controle que você fosse obrigada a transformar a sua vida, e depois apresentar você à sua mestra espiritual e sair fora. Essa era a função dele, e ele foi ótimo, mas agora acabou. O problema é que você não consegue aceitar isso, que esse relacionamento tinha um prazo de validade bem curto. Você parece um cachorro cheirando lixo, baby... fica lambendo uma lata vazia, tentando tirar mais comida lá de dentro. E, se você não tomar cuidado, essa lata vai ficar presa no seu focinho para sempre e tornar sua vida infeliz. Então largue isso.
- Mas eu amo ele.
- Então ame ele.
- Mas eu sinto saudade dele.
- Então sinta saudade. Mande um pouco de amor e de luz sempre que pensar nele, depois esqueça."
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Como diria uma tia minha, e muito oportunamente, as coisas ruins em nossa vida passam, mas as boas também passam. Às vezes, só era para ser isso mesmo... Às vezes, era só isso...
Por Brenna, A Pata.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Novos amores
Alou, alou gente bonita! quanto tempo, não é mesmo?!
Depois que as Pagus terminaram a faculdade e começaram a trabalhar, ficou cada vez mais raro encontrarmos novos posts por aqui. Mas isso não se deve apenas ao fato de estarmos (um pouco) distantes umas das outras. O que ocorre é que todas nós estamos com novos amores. Calma, eu explico.
Primeiro, nós Pagus, passamos algum tempo COMENDO livros e mais livros, apostilas e afins para, quem sabe, passarmos em um próspero concurso público. Tudo bem que esse plano não deu certo com todas, entretanto os resultados foram bastante satisfatórios para algumas de nós.
Em seguida, REZAMOS horrores para de fato conseguirmos nosso lugarzinho ao sol, posto que vida de universitário é muito mole se compararmos a selva que é o mundo do trabalho de verdade. Enfim, nos garantimos, não plenamente, mas o fizemos.
Agora, só nos resta AMAR. E estamos amando... loucamente! Seja uma pessoa do sexo oposto, seja um projeto novo, seja um blog novo. Opa! Como assim?!... Pois é, estamos com blogs novos na praça; um deles é da nossa Pagu Juliana Belo, muito bom por sinal. Segue mais ou menos a linha Pagu de escrita, mas com todo o charme e elegância da dona. O outro, mais novo, é dessa pequena pessoa que vos fala, conhecida agora como Loca de Pedra.
O the last girl já está no ar. Quem quiser conferir, basta acessar o www.thelastgirl.spaceblog.com.br!
Um super beijo,
Lívia de Oliveira
Depois que as Pagus terminaram a faculdade e começaram a trabalhar, ficou cada vez mais raro encontrarmos novos posts por aqui. Mas isso não se deve apenas ao fato de estarmos (um pouco) distantes umas das outras. O que ocorre é que todas nós estamos com novos amores. Calma, eu explico.
Primeiro, nós Pagus, passamos algum tempo COMENDO livros e mais livros, apostilas e afins para, quem sabe, passarmos em um próspero concurso público. Tudo bem que esse plano não deu certo com todas, entretanto os resultados foram bastante satisfatórios para algumas de nós.
Em seguida, REZAMOS horrores para de fato conseguirmos nosso lugarzinho ao sol, posto que vida de universitário é muito mole se compararmos a selva que é o mundo do trabalho de verdade. Enfim, nos garantimos, não plenamente, mas o fizemos.
Agora, só nos resta AMAR. E estamos amando... loucamente! Seja uma pessoa do sexo oposto, seja um projeto novo, seja um blog novo. Opa! Como assim?!... Pois é, estamos com blogs novos na praça; um deles é da nossa Pagu Juliana Belo, muito bom por sinal. Segue mais ou menos a linha Pagu de escrita, mas com todo o charme e elegância da dona. O outro, mais novo, é dessa pequena pessoa que vos fala, conhecida agora como Loca de Pedra.
O the last girl já está no ar. Quem quiser conferir, basta acessar o www.thelastgirl.spaceblog.com.br!
Um super beijo,
Lívia de Oliveira
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Diário da Pata Pan
06.10.2010
Como sou uma mulher-poderosa, a propósito do livro Por que os Homens Amam as Mulheres Poderosas?, tenho uma vida social agitada e faço programas independentes de homem! Provando isso, fui assistir Comer, Rezar, Amar com algumas colegas de trabalho. Encontrei-as no shopping e partimos para nossa missão.
O filme é lindo, super charmoso, com um toque de humor muito refinado!!! Trata-se de uma jornada de autoconhecimento, autodescoberta, elevação espiritual e, o mais importante: tem, como protagonista, Javier Bardem, o amor da minha vida. Mais o que mais me chamou atenção foram as coincidências com minha própria vida, que só quem me conhece sabe! Liz é uma mulher que tem tudo, mas insatisfeita e parte em uma aventura para se encontrar.
Terminamos de ver o filme aos prantos e tive uma revelação: Paulo é meu Javier Bardem!!! Numa versão bem menos romântica e muito mais chata, mas é! Claro que o atualizei imediatamente da novidade! E confesso que fiquei muito tentada a largar tudo e me aventurar mundo afora também num processo de autodescoberta!
Homenageando esse filme fantástico e tentando percorrer o mesmo caminho de Liz Gilbert, decidimos por dar o primeiro passo rumo a essa nova jornada, pedindo uma pizza e saboreando um bom vinho, já que comer na Itália foi a primeira meta de Liz. Agora só nos falta rezar na Índia e amar em Bali. Muito simples, por sinal.
Acabamos três mulheres maduras e bêbadas a discutir sobre homens e sobre a nossa vida, tão pequena pros nossos sonhos. É incrível como mulher é tão mais complicada e desassossegada: sempre quer mais, sempre espera mais da vida. E nós três somos absolutamente iguais nesse aspecto. Definitivamente, não nascemos para uma vida padrão, regular, clichê. Nunca nos satisfaríamos. "Queriam-me casado, fútil, cotidiano e tributável?" Não nós. Aspiramos por grandes paixões, grandes experiências, grandes aventuras, grandes viagens... No fundo, não passamos de umas românticas sonhadoras e bobocas...
Na saída, cambaleando de "trêbada", passei na Toli e vi o vestido pelo qual eu sonhava há dois anos. Entrei na loja só para me endividar. Foram quase 600 reais gastos numa noite regada a uma simples taça de vinho. Mas não me arrependo! Ainda estou em estado de graça, em epifania total, dotada de grandes revelações e de três vestidos lindos!!!
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Por Brenna, A Pata.
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Por Brenna, A Pata.
sábado, 5 de junho de 2010
De como odeio casais felizes
Aproveitando a postagem anterior da minha amiga Brenna, resolvi escrever sobre algo muito comum no dia dos namorados e que muito nos irrita (eu e Brenna, é claro): os casais felizes. Muitos de vocês vão afirmar: ah, isso é porque elas são despeitadas, tem inveja da felicidade dos outros. E eu respondo: e daí? Pode até ser, mas uma coisa que não sou obrigada a ter que aturar são esses casais felizes, meu povo. Vou enumerar as razões que me levam a pensar assim:
01. Casais felizes são inconvenientes, pois dão aqueles risinhos chatos que chegam aos nossos ouvidos com escandalosa irritação. É aquele sorriso de quem está aprontando, que daqui a pouco vai sair no meio de uma festa à francesa e abandonar os amigos;
02. Casais felizes apelidam um ao outro de nomes chatíssimos. Até aí, tudo bem. Mas me digam: eu preciso saber que seu namorado é fofucho, ou então sua namorada é teu docinho. Eles não se contentam e revelam suas intimidades. Aí, todos ficam sabendo. E esses são apelidinhos leves... O pior de tudo é que eles são tão doces que te provocam cáries, de tão doce que eles são;
03. Casais felizes são ricos, só pode ser. Porque toda vez é aquela frescura: “desliga você; não, desliga você”. Ai, eu te amo; não, eu que te amo. É claro que eles nunca falam isso quando estão sozinhos, sempre tem um monte de gente por perto;
04. Casais felizes são egoístas, pois você pode falar a um deles que está péssima, mas eles sempre vão falar da viagem romântica que eles planejam ou então do último presente que ganharam;
05. Casais felizes nunca fazem coisas sozinhos. Eles sempre vão praticar esporte juntos, vão à praia, às festas e a outras comemorações em parceria. Ou seja, você vai vê-los o tempo todo por aí, essa que é a verdade;
06. Casais felizes, quando estão separados (nossa, raridade!) ficam te chateando porque sentem falta do outro: “ai, há tanto tempo que não o vejo: dois dias”. AH, eu não vejo o que restou do meu salário há muito tempo e não reclamo assim;
07. Casais felizes sempre dão um jeito de fazer com que tudo que você fala faça parte do universo deles. Então, aquela música de axé que você odeia, com certeza é trilha sonora de algum evento mirabolante ou romântico que ocorreu na vida dos dois;
08. Casais felizes, até quando brigam, te enchem o saco, pois é pra você que eles vão ligar na esperança de você ajudá-los a reatarem. Mas antes disso, eles vão falar dos defeitos um do outro e blá blá blá...
09. Casais felizes, quando saem com os amigos, são mal educados e ficam se beijando todo o tempo na tua frente. Você quer dançar, se divertir, beber e tem que ficar olhando a língua de um passeando pela boca do outro;
10. Casais felizes, mesmo no ônibus, no carro ou na rua sempre te atrasam, pois eles ficam lerdando na tua frente. Pode estar chovendo, fazendo calor. Ou seja: eles sempre vão estar lá de pegação e atrapalhando o trânsito, a tua vida, a economia mundial.
Após enumerar apenas dez razões de como odeio casais felizes, espero que todos esses insuportáveis tenham um dia dos namorados cheio de açúcar pra lá... Espero não topar com nenhum deles por aí na rua, pois ano passado, eu lembro que para qualquer lugar que eu ia, eles estavam lá com presentes, flores e coisas que odeio, odeio e odeio.
Feliz Dia dos Namorados a todos. Já que não temos um mundo colorido e cheio de purpurina, vamos nos divertir com isso. Bom humor é tudo, pessoal
Por Juliana Belo
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Bridget, sempre Bridget...
Meu livro de cabeceira nos momentos desolès, acho justo postar um trecho dessa autora genial, que é Helen Fielding, às vésperas do massacre do Dia dos Namorados. Deleitem-se:
"Argh. Elogiada por um artigo no joral por uma repórter do grupo dos Bem-Casados. O título tinha uma ironia sutil, estilo Frankie Howard: "As alegrias de ser solteiro."
'Eles são jovens, ambiciosos e ricos, mas suas vidas escondem uma dolorosa solidão. (...) Quando saem do trabalho, enfrentam uma enorme carência emocional. (...) Pessoas que têm uma vida solitária procuram consolo em comida enlatada, desejando que seja igual àquela que suas mães faziam.'
Arh. Droga. Pode me informar como que a Sra. Bem-Casada aos 22 anos pode saber disso?
Vou escrever um artigo baseado nas 'dezenas de conversar' que tive com os Bem-Casados: 'Quando saem do trabalho, elas caem aos prantos porque, apesar de exaustas, precisam descascar batatas e lavar toda a roupa na máquina enquanto seus maridos barrigudos e bêbados assistem ao jogo de futebol na tevê, dão um arroto e pedem mais um prato de batata-frita. Há noites em que elas, na cozinha, com seu aventalzinho chifrim, ficam muito deprimidas porque o marido ligou avisando que está de plantão outra vez, mas elas escutam ao fundo o farfalhar de um vestido de seda e a voz sensual de uma típica Solteira.'
(...)
- Não aguento mais essa queda-de-braço a respeito de ser solteira! - rosnou Sharon.
- Eu também não, eu também não! - concordei
- Mas não estamos sós. Temos nossa família extensa formada pela rede de amigos com quem falamos ao telefone - disse Tom.
- Isso mesmo, viva! Os Solteiros não deveriam ser obrigados a se explicar o tempo todo, deviam ter um status adquirido, como as gueixas - falei, muito satisfeita, dando mais um gole no meu Chardonnay chileno."
-------------------------------------------------------------
Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é. (CV)
Por Brenna, A Pata.
"Argh. Elogiada por um artigo no joral por uma repórter do grupo dos Bem-Casados. O título tinha uma ironia sutil, estilo Frankie Howard: "As alegrias de ser solteiro."
'Eles são jovens, ambiciosos e ricos, mas suas vidas escondem uma dolorosa solidão. (...) Quando saem do trabalho, enfrentam uma enorme carência emocional. (...) Pessoas que têm uma vida solitária procuram consolo em comida enlatada, desejando que seja igual àquela que suas mães faziam.'
Arh. Droga. Pode me informar como que a Sra. Bem-Casada aos 22 anos pode saber disso?
Vou escrever um artigo baseado nas 'dezenas de conversar' que tive com os Bem-Casados: 'Quando saem do trabalho, elas caem aos prantos porque, apesar de exaustas, precisam descascar batatas e lavar toda a roupa na máquina enquanto seus maridos barrigudos e bêbados assistem ao jogo de futebol na tevê, dão um arroto e pedem mais um prato de batata-frita. Há noites em que elas, na cozinha, com seu aventalzinho chifrim, ficam muito deprimidas porque o marido ligou avisando que está de plantão outra vez, mas elas escutam ao fundo o farfalhar de um vestido de seda e a voz sensual de uma típica Solteira.'
(...)
- Não aguento mais essa queda-de-braço a respeito de ser solteira! - rosnou Sharon.
- Eu também não, eu também não! - concordei
- Mas não estamos sós. Temos nossa família extensa formada pela rede de amigos com quem falamos ao telefone - disse Tom.
- Isso mesmo, viva! Os Solteiros não deveriam ser obrigados a se explicar o tempo todo, deviam ter um status adquirido, como as gueixas - falei, muito satisfeita, dando mais um gole no meu Chardonnay chileno."
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Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é. (CV)
Por Brenna, A Pata.
domingo, 3 de janeiro de 2010
Resoluções de Ano novo
Estava escrevendo no último dia de minha agenda e pensei nas minhas perspectivas para esse ano de 2010. Então recordei-me do dia primeiro de janeiro de 2009 e resolvi olhar as minhas promessas e expectativas para o ano. Foi com uma grata surpresa que percebi que consegui cumprir e realizar a maioria dos meus planos. De forma resumida, tudo o que planejava se resumia à questão profissional, pois consegui terminar a monografia, me formar, consegui um emprego e comecei a ganhar os quilos perdidos em 2008. Todavia, não consegui encontrar o namorado que aqui segue os seguintes requisitos: uma pessoa que preste, que seja bonito, alto, inteligente e universitário. Venhamos e convenhamos que isso é um pouco difícil de encontrar, não? Mas, a minha grande realização no campo afetivo e amoroso foi sem dúvida largar de pensar, fantasiar e sonhar com aquela criatura que então jurava ser agradável e fascinante: a minha obsessão. Hoje não o suporto, não aguento ouvir a voz dele e descobri que ele é um grande demente. Nada como o tempo para nos fazer enxergar certas coisas que a cegueira do fascínio e da paixão nos impedem de ver. E o tempo foi realmente a palavra de ordem nesse ano que passou. Quantas vezes me vi confusa, perdida ou desorientada por situações que envolveram fofocas, fuxicos e entrigas envolvendo pessoas queridas ou amigas. Nada como uma boa respiração, uma noite de sono (especialmente na casa de Brenna) e tempo para analisar e avaliar tudo. Todavia, o que mais marcou neste ano de 2009 foi o choque de não ter passado na prova de mestrado. Essa era talvez a mais importante de todas as minhas resoluções. Percebi que sim, é possível planejar tudo, que com esforço se consegue estudar, economizar dinheiro e criar coragem para enfrentar o desconhecido e o perigoso. Mas também é necessário ter sabedoria e entender que apesar dos planos e da expectativa, tudo tem o seu momento certo (odeio essa frase, mas tenho que concordar com ela) e que o meu futuro não foi modificado, mas apenas adiado, pois após três dias de choro e lamentações, percebi que a grande lição desse ano foi a determinação, pois ela que fez e faz a diferença. É claro que só a descobri com as palavras de conforto da minha prima Ruth, dos meus pais, irmãos e familiares, dos professores amigos e é claro, das minhas amigas. Resumindo, foi um ano muito bom. Em 2010, acredito que nós pagus estamos no rumo do desconhecido, pois não vamos mais nos encontrar com tanta facilidade, não vão mais existir as escadas do cch, nem as aulas ou os trabalhos vão ser o foco de nossas preocupações. Só tenho certeza de uma coisa: nossa amizade fica e resiste a mais esse ano. Que ele seja maravilhoso e cheio de realizações. Estejam escritos em agendas ou não.
Por Juliana Belo
Por Juliana Belo
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Ausência
Pedir desculpas, seria muito simples, muito fácil. O fato é que durante os últimos meses não tenho sido uma verdadeira e digna mãe e irmã. Justamente, nessa fase passada, em que as angústias e as dúvidas eram o que mais permeava os dias e as noites das Pagus. Confesso que por vezes minha maior vontade era largar tudo aquilo em que eu estava envolvida e voltar a ser a velha mamãe mala que passava a tarde nas escadas do CCH jogando papo pro ar com as melhores companheiras de jornada que se pode ter. Por muitas vezes também, meu coração doeu por ver vocês, amigas Pagus, ligarem para ao menos saber como estava a minha vida atribulada e eu me perguntava o porquê de eu não ter agido assim em muitas situações. Chegou a última etapa pra todas vocês, e eu agradeço por ter pelo menos participado da demonstração do sucesso de todas. Desculpas à minha mana Lívia (mais uma vez a labuta me atrapalhou e me fez ausente) e à minha filhota Ju por não ter encontrado tempo pra me despedir de você na viagem à Brasília, à minha Patinha por não ter ido verificar o data show, e a Carolinus por não ter ido na impressão da mono. O que eu realmente queria dizer é que as amo tanto que é difícil encontrar uma forma mais extravagante do que meus gritos, abraços apertados, minhas ligações inesperadas, meus recados com EU TE AMO. Vocês são maravilhosas, e eu me sinto muito pequena diante de tanto amor, tanta lealdade, tanta amizade. Agora chegou a minha vez! E por mais que minhas atitudes passadas me façam não merecer o apoio de vocês, agora é a hora dele, e eu preciso dele, preciso mesmo! Obrigada por tudo!
Amo-as infinitamente!
Amo-as infinitamente!
Andréia Dellano
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Exag-eros
Antes de iniciar o meu texto, quero avisar-lhes que tudo o que está aqui escrito é muito passional. E de outra forma não poderia ser. Falar de Brenna é falar de exageros. Só ela consegue transformar a morte de Michael Jackson num sentimento de culpa, pois a pata, enquanto o cantor era vivo não deu atenção suficiente a ele. Resultado? Dias e dias de louvor ao grande ídolo da música pop. E com o louvor, o lamento. "Ai, eu não dei atenção suficiente a ele, tou me sentindo culpada". Nós, amigas, tivemos de suportar a angústia da pata. Aliás, angútia é o que não falta da vida dela. Somente esta criatura consegue reclamar o fato de não ter um namorado. Para que um namorado, Brenna? Você é tão linda, inteligente, charmosa e meiga. "Cavalga elegância, da mesma forma que o signo que a rege, o sagitário." Seria pedir demais que um paspalho (visto que a maioria dos homens o são) tenha exclusividade de você, querida. Tu sofres do mal de Don Juan, tu buscas o amor ideal. Na verdade, acho que tua busca é pelo sentimento amoroso e não alguém em específico. Acho que é por isso que te apaixonas com tanta voracidade, com tanto exag-eros. Outro sentimento muito presente no jeito Brenna de ser é a amizade leal. Se ela é sua amiga, pode ter certeza que ela é capaz de brigar por você. Se alguém te faz algum mal, esse alguém faz parte da lista negra, porque essa pata é tão fiel que sente suas dores, que chora junto com você. É bem verdade que ela é irônica, pois quando achamos que ela nos apoiará em certas decisões, ela condena. E quando juramos receber a martelada cruel, ela nos apoia. Vai lá entender, né? Assim fica muito difícil, difícil mesmo. Outra coisa que me senti desafiada a escrever diz respeito aos outros textos, pois em todos os aniversários homenageei minhas amigas. Mas, isso eu preciso destacar, os outros foram mais fáceis de escrever. Carolina possui o nome mais cantado e encantado do cancioneiro popular brasileiro. Andréia é uma malinha. E a mala representa aquilo que podemos guardar, recordar e acumular. Lívia se destaca pelo seu segundo nome, Maria. E Brenna? Bem, não me interpretem mal, queridas amigas (nem fiquem com ciúmes, mas eu preciso terminar esse texto aqui). Brenna pode não ser cantada em canções, pode ter um nome estranho e esquisito à primeira vista, mas ela é a única pessoa que é pata, que é linda, que é amiga e que é leal. Ela consegue me irritar e em cinco minutos depois ela me diz que não guarda ódio ou rancor. O melhor de tudo é que ela é minha alma gêmea, ela me completa. E ainda faz outras meninas felizes só pelo fato de existir. Obrigada por fazer parte de nossa vida, Pagu caçulinha. Feliz Aniversário.
Por Juliana Belo, a egoísta que inventou uma viagem justamente no momento que ela mais precisou. Logo quando tudo era escuridão e trevas.
Por Juliana Belo, a egoísta que inventou uma viagem justamente no momento que ela mais precisou. Logo quando tudo era escuridão e trevas.
[dedicado a Brenna Lima. Desculpa por não escrever antes, você sabe que estava impedida. Esse ano foi o primeiro aniversário longe, não te dei presente. Em outras palavras: sou uma pior. Mas eu te amo, isso não vai mudar.
sábado, 31 de outubro de 2009
IN-VERSOS
Hoje acordei e resolvi rasgar as cartas de amor nunca escritas. "Todas as cartas de amor são ridículas. Não seriam cartas de amor se não fossem ridículas"*. Joguei fora o presente nunca embrulhado. Abri a caixa de Pandora e me restou somente a esperança, a última praga lançada à condição humana, esperar. Me limpei do suor nunca sentido, do cheiro nunca transpirado. Ai, o perfume inebriante adocicado. Senti ao sussurrar-te nos ouvidos o meu canto de paixão. Tirei o peso do teu corpo daquela dança nunca acabada. Tua mão me enlaçando me fez voar sem tirar os pés do chão. Naquele instante éramos os únicos ali. O maldito beijo não dado. Toquei de leve os teus lábios e senti jorrar pecado deles. Quando os mordi, voltei aos meus antepassados, pois Adão e Eva também erraram ao morderem um fruto proibido. Tentei acertar e errei. Ao errar, acertei. Sinto saudades daquilo que nem cheguei a sentir. O que senti não me traz saudades. Nos meus sonhos sempre estamos correndo e buscando algo. Nunca escolhemos as portas certas, nem as mesmas portas. Mas ontem, entramos no mesmo labirinto e lá nos perdemos. Quando vamos sair ou nos achar? Não sei. Mas sempre somos a seta que busca o alvo, a caça que foge do caçador, a estrada que sempre encontra curvas. Um dia esses caminhos irão se cruzar. Não por agora, é claro.
[dedicado a ELE, o moço e o muso. É sempre bom te encontrar]
Por Juliana Belo*Cartas de amor, de Álvaro de Campos
domingo, 25 de outubro de 2009
De repente, 1 ano!
Pois é, o tempo passou!... Esse blog que vos fala completou um ano mês passado; dia 24 de setembro, pra ser mais exata. Ao longo desse ano, vocês acompanharam boa parte dos acontecimentos de nossas vidas. Quando digo “nós” me refiro as cinco Pagus – as cinco garotas que juntaram a fome com a vontade de comer. Então, como parte das “festividades”, fui praticamente intimada a escrever este texto de comemoração: fato! Mas escrever para o De repente é sempre um prazer; às vezes um prazer carregado de subjetividade, e que por isso mesmo o torna maior. Assim...
Pensei em relembrar todos os momentos pelos quais o De repente passou, e isso significaria contar a história de cada uma das escritoras desse blog e suas peripécias durante esse 1 ano. No entanto, não podemos esquecer que a “mentora” de nós todas é Patrícia Galvão (Pagu): poetisa, revolucionária, esposa, mãe, artista, mulher. Entendemos que DE REPENTE, PAGU! é tudo isso. É a exclamação no fim da frase, é uma conversa sobre sei lá o que no meio da aula, é o sentir de modo diferente. O inesperado.
Foi com o intuito de compartilhar nossos textos mais escondidos, nossas experiências mais enriquecedoras, nossas paixões, amores e desamores que esse blog se fundou, porque nosso lema sempre foi escrever sobre tudo – de trabalhos acadêmicos á poesia da imagem. Tanto que, vocês leitores e amigos do De repente, acompanharam de perto nossas mudanças e nosso fluxo textual. É verdade que, outrora, nossa produção foi bem maior, mas é como já relatei tempos atrás: nossas vidas ficaram bastante atribuladas e, algumas de nós, não estão podendo postar seus textos como era costume. Todavia, isso não quer dizer que paramos de produzir; pelo contrário! O que falta é “tempo” para postar as novidades.
De forma despojada, mas ao mesmo tempo preocupada com o conteúdo é que se faz a escrita do Pagu – como é chamado pelos mais íntimos. Não pense você, minha cara leitora, que esse blog é lido apenas por garotas! Não, não. Nossos maiores incentivadores são homens: os que passaram por nossas vidas, os que são amigos e os que vêm dar aquela espiadinha e acabam ficando. Sim, acreditem! Também a mudança é bem vinda. Assim nos infiltramos no mundo dos caça-talentos e, caso você queira dividir suas produções com o mundo, nos comunique; estamos sempre dispostas a enriquecer o Pagu e a conhecer (ou reconhecer) esses novos (e às vezes nem tão novos) talentos. Todos serão apreciados!
O De repente, Pagu! se orgulha em ter partilhado com você aí do outro lado da tela – do outro lado do mundo ou do outro lado do muro – esse 1 ano. Foram muitas as mudanças; algumas delas a olhos vistos, outras nem tanto. Mas aos poucos nós, juntamente às opiniões de vocês, faremos muito mais. Podem esperar, porque vem coisa boa pela frente! Afinal já mexemos e remexemos com a inquisição, morremos na fogueira e aprendemos o que é ser carvão. Somos pau pra toda obra e Deus dá asas a nossa cobra. Mas vá com calma, pois nossa força não é bruta, não somos freiras e nem putas!... Rainhas do tanque?! Talvez. Pagus indignadas no palanque, sempre. Temos fama de porra-louca, tudo bem! Também somos filhas de alguma Maria ninguém. É claro que às vezes parece o contrário, mas não somos atrizes, modelos ou dançarinas, e de fato o nosso buraco é mais em cima! “Porque nem toda feiticeira é corcunda, nem toda brasileira é bunda, meu peito não é de silicone, sou mais macho que muito homem”*.
Por Lívia de OliveiraPensei em relembrar todos os momentos pelos quais o De repente passou, e isso significaria contar a história de cada uma das escritoras desse blog e suas peripécias durante esse 1 ano. No entanto, não podemos esquecer que a “mentora” de nós todas é Patrícia Galvão (Pagu): poetisa, revolucionária, esposa, mãe, artista, mulher. Entendemos que DE REPENTE, PAGU! é tudo isso. É a exclamação no fim da frase, é uma conversa sobre sei lá o que no meio da aula, é o sentir de modo diferente. O inesperado.
Foi com o intuito de compartilhar nossos textos mais escondidos, nossas experiências mais enriquecedoras, nossas paixões, amores e desamores que esse blog se fundou, porque nosso lema sempre foi escrever sobre tudo – de trabalhos acadêmicos á poesia da imagem. Tanto que, vocês leitores e amigos do De repente, acompanharam de perto nossas mudanças e nosso fluxo textual. É verdade que, outrora, nossa produção foi bem maior, mas é como já relatei tempos atrás: nossas vidas ficaram bastante atribuladas e, algumas de nós, não estão podendo postar seus textos como era costume. Todavia, isso não quer dizer que paramos de produzir; pelo contrário! O que falta é “tempo” para postar as novidades.
De forma despojada, mas ao mesmo tempo preocupada com o conteúdo é que se faz a escrita do Pagu – como é chamado pelos mais íntimos. Não pense você, minha cara leitora, que esse blog é lido apenas por garotas! Não, não. Nossos maiores incentivadores são homens: os que passaram por nossas vidas, os que são amigos e os que vêm dar aquela espiadinha e acabam ficando. Sim, acreditem! Também a mudança é bem vinda. Assim nos infiltramos no mundo dos caça-talentos e, caso você queira dividir suas produções com o mundo, nos comunique; estamos sempre dispostas a enriquecer o Pagu e a conhecer (ou reconhecer) esses novos (e às vezes nem tão novos) talentos. Todos serão apreciados!
O De repente, Pagu! se orgulha em ter partilhado com você aí do outro lado da tela – do outro lado do mundo ou do outro lado do muro – esse 1 ano. Foram muitas as mudanças; algumas delas a olhos vistos, outras nem tanto. Mas aos poucos nós, juntamente às opiniões de vocês, faremos muito mais. Podem esperar, porque vem coisa boa pela frente! Afinal já mexemos e remexemos com a inquisição, morremos na fogueira e aprendemos o que é ser carvão. Somos pau pra toda obra e Deus dá asas a nossa cobra. Mas vá com calma, pois nossa força não é bruta, não somos freiras e nem putas!... Rainhas do tanque?! Talvez. Pagus indignadas no palanque, sempre. Temos fama de porra-louca, tudo bem! Também somos filhas de alguma Maria ninguém. É claro que às vezes parece o contrário, mas não somos atrizes, modelos ou dançarinas, e de fato o nosso buraco é mais em cima! “Porque nem toda feiticeira é corcunda, nem toda brasileira é bunda, meu peito não é de silicone, sou mais macho que muito homem”*.
P.S.: parabéns para nós!!!! \o/
* Releitura da música Pagu composta por Rita Lee e Zélia Duncan, interpretada por Maria Rita.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Grande Pequena
Tenho certeza que tu nasceste no dia das crianças para ganhar brinquedo todos os anos, pois parece que não cresceste justamente para confirmar o meu argumento. Outro ponto curioso sobre teu nascimento é que tu vieste ao mundo justamente no dia de Nossa Senhora Aparecida, então foste mais abençoada ainda. Para quem foi nomeada de Lívia Maria, não é o primeiro nome que se destaca, apesar de a chamarmos a maioria das vezes assim. Só quem tem no nome a expressão da grande mãe sabe a responsabilidade de ser Maria, pois como Elis Regina, ao interpretar o Milton Nascimento cantava: "Maria, Maria é o dom/ uma certa magia/Uma força que nos alerta/Uma mulher que merece/Viver e amar/Como outra qualquer/Do planeta". E todos nós sabemos o quanto essa Maria sabe amar, pois várias vezes eu e muitos leitores esperávamos ansiosos os textos que nos faziam suspirar e refletir sobre este que é o mais doloroso e mais difícil sentimento, o amor. Ai... "*Nada nesta vida é mais difícil que o amor ". Mas nem só de amores essa moça vive, pois quem nasce sob o signo de libra tem a marca do luxo, do brilho e da noite. Quantas vezes não vimos o belo rosto maquiado dessa moça em festas ou o jeito charmoso de dançar todos os ritmos e o sorriso enorme de quem simplesmente tenta se divertir, pois a vida é muito cruel para vivermos, mas mesmo assim, vimemos. "Mas é preciso ter força/É preciso ter raça/É preciso ter gana sempre/Quem traz no corpo a marca/Maria, Maria/Mistura a dor e a alegria". Quantas vezes na pior da situações não ouvimos o mantra dela: "calma, tudo vai dar certo, fica tranquila, minha filha". Essa Lívia é mesmo a Maria cantada pelos Mil-tons. Ela possui a estranha mania de ter fé na vida....
Por Juliana Belo, mais uma vez representando o De repente, Pagu. Por nós quatro que amamos-te sempre.
Notas:
os trechos sobre Maria são da famosa canção de Milton Nascimento interpretada por Elis: Maria, Maria
*trecho de O amor nos tempos do cólera, de Gabriel García Márquez
Lica, foi mal não ter ido à comemoração, mas você sabe que as forças ocultas não me deixaram ir. O texto é apenas um presentinho
os trechos sobre Maria são da famosa canção de Milton Nascimento interpretada por Elis: Maria, Maria
*trecho de O amor nos tempos do cólera, de Gabriel García Márquez
Lica, foi mal não ter ido à comemoração, mas você sabe que as forças ocultas não me deixaram ir. O texto é apenas um presentinho
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
terça-feira, 22 de setembro de 2009
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
terça-feira, 15 de setembro de 2009
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Pagu interrogativa
Muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo. Coisas que ela jamais pensara ocorrer... Ei, mas espera aí: se esse é um texto sobre o que se passa na vida dessa Pagu que vos fala, por que escrever em 3ª pessoa?...Já sei, é arriscar demais!
Ouvi o quê, enquanto AMIGAS,
Não podiam mais me esconder
Pernas bambas
CORAÇÃO na boca
Nada mais
Não podiam mais me esconder
Pernas bambas
CORAÇÃO na boca
Nada mais
O que VOCÊ vai fazer?
Não sei
O que EU vou fazer?
Não sei
Preciso PENSAR, me ORGANIZAR
Não sei
O que EU vou fazer?
Não sei
Preciso PENSAR, me ORGANIZAR
Usei OUTRO tom
ELE não entendeu
Contei que já sabia [de tudo]
Ele não respondeu
SILÊNCIO!
Dele ainda espero uma explicação, embora não tenha a intenção de continuar ou terminar... Optei por COMEÇAR: arrisquei!
Se for ou não VERDADE, já nem tem importância. Sou LIVRE e quero PERMANECER assim por muito tempo. Fazendo TROCAS, PROVOCANDO sensações, AJUDANDO quem precisar, mesmo que essa ajuda seja para o meu próprio EU.
Egoísta, atrevida, cara-de-pau, PAGU! Não esperem resposta: sou um ponto de INTERROGAÇÃO.
ELE não entendeu
Contei que já sabia [de tudo]
Ele não respondeu
SILÊNCIO!
Dele ainda espero uma explicação, embora não tenha a intenção de continuar ou terminar... Optei por COMEÇAR: arrisquei!
Se for ou não VERDADE, já nem tem importância. Sou LIVRE e quero PERMANECER assim por muito tempo. Fazendo TROCAS, PROVOCANDO sensações, AJUDANDO quem precisar, mesmo que essa ajuda seja para o meu próprio EU.
Egoísta, atrevida, cara-de-pau, PAGU! Não esperem resposta: sou um ponto de INTERROGAÇÃO.
Lívia de Oliveira
P.S: seriam tantas as notas que é melhor nem começar a listar, só quero agradecer a cobrança da minha amiga Brenna. Sem ela esse texto não teria saído, não desmerecendo as outras, mas é que essa Patinha me fez reparar uma novidade: mesmo na dor eu não escrevi, e olha que meus melhores textos saíram daqueles momentos desolé! Mas, como a vida é cheia de surpresas... “eu não quero mais nenhuma chance, eu não quero mais revanche!”, Lobão.
domingo, 23 de agosto de 2009
A mala
Foste destinada a ser nossa mãe. Dentre todas as integrantes do grupo, sempre te preocupaste com nossa saúde e nosso bem-estar. Por este motivo, te apelidamos de mamãe-mala. E todos nós sabemos o quanto mãe é chata, né? Porém, agora recorro a uma obra literária para demonstrar que nem sempre a mala possui conotação negativa. Ao escrever minha monografia, li o romance Terra Sonâmbula, do moçambicano Mia Couto e nele tem um episódio que despertou minha atenção: dois refugiados encontram numa mala dois alimentos que são espiritual e biológico. O que quero deixar claro nessa minha pequena homenagem é que esta querida amiga que chamamos carinhosamente de mamãe-mala nos reservou e ainda reserva muitos alimentos. É nessa mala que temos abrigada uma amizade que nos alegra, nos eleva e nos dá conforto, que é o mesmo proporcionado por uma mãe. Neste dia tão especial que é o teu aniversário, te desejamos tudo de bom, querida amiga. E esperamos mesmo que nesta mala possam caber ainda muitas coisas maravilhosas. Torcemos que nela sejam guardadas muitas lembranças, muita amizade e lealdade. E que esta mala nunca fique cheia e nem feche, pois sempre haverá coisas boas a serem colocadas nela.
Por Juliana Belo, representando o De repente, Pagu.
[dedicado a nossa mamãe Andréia Dellano.Amamos-te, como sempre]
[dedicado a nossa mamãe Andréia Dellano.Amamos-te, como sempre]
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Carta aos leitores do De repente, Pagu!
Informamos aos amigos, leitores e a quem mais interessar que as Pagus estão passando por um momento de intensas descobertas e revelações, por isso não estão produzindo tanto quanto gostariam.
Sabemos que nosso blog é bastante visitado, por isso, por favor, não se aborreçam; não pensem que é falta de compromisso nossa “ausência momentânea”. Uma parte de nosso grupo (a maioria) está encerrando mais uma etapa: a graduação no curso de Licenciatura em Letras.
Período passado Juliana enfrentou os mesmos obstáculos que hoje eu (Lívia), Brenna, Carolina e Andréia estamos a superar, com o agravante de também estar no estágio. É, aquele mesmo proposto pelo currículo da universidade, sabe?! Tudo bem que ela é uma puta de uma cabeçuda que deu conta das duas coisas e ainda se preocupava com o blog... mas devo ressaltar que a monografia dela (trabalho de conclusão de curso) estava engatilhada há muuuiiiito tempo em virtude do grupo de estudos que ela sempre participou e, também, pelo fato de já tê-la iniciado um período anterior ao de sua defesa, isto é, ela começou a escrever em 2008.2, terminou e defendeu em 2009.1 (os amigos universitários entendem os números,né?!).
Diferente de muitos blogs por aí, o nosso foi construído com o objetivo de compartilhar experiências. Não fazemos questão de abordar um assunto só (ou um só assunto!). Publicamos trabalhos que já nos renderam boas notas e bons comentários dentro e fora da academia. Poesias, crônicas, dicas do mundo das artes, pontos de vista... uma infinidade de coisas. Às vezes somos críticas demais (dentro do próprio grupo); brutas com quem não nos entendem; sinceras dentro da ficção; exageradas SIM, e daí?!... necessitamos do calor que só é alcançado com a experiência na pele nua. É meus caros, as Pagus têm uma vida além blog! E por se tratar de um canal feito por “professorinhas”, precisamos falar para que todos possam nos compreender, por isso uma gíria aqui, uma oralidade transcrita ali... fazemos uso do que aprendemos em sala. Acredite!
Esclarecido isso, deixo aqui nossas sinceras desculpas, mas prometemos produzir muito mais depois que tudo isso passar!
Beijos e até já!
Lívia de Oliveira
P.S.: Juliana, Carolina e Brenna estão trabalhando, assim como Andréia já faz há quase um ano. Eu não sou “vagal”, sou filha única! E por motivos vários, estou empenhada somente na monografia. ;D
Sabemos que nosso blog é bastante visitado, por isso, por favor, não se aborreçam; não pensem que é falta de compromisso nossa “ausência momentânea”. Uma parte de nosso grupo (a maioria) está encerrando mais uma etapa: a graduação no curso de Licenciatura em Letras.
Período passado Juliana enfrentou os mesmos obstáculos que hoje eu (Lívia), Brenna, Carolina e Andréia estamos a superar, com o agravante de também estar no estágio. É, aquele mesmo proposto pelo currículo da universidade, sabe?! Tudo bem que ela é uma puta de uma cabeçuda que deu conta das duas coisas e ainda se preocupava com o blog... mas devo ressaltar que a monografia dela (trabalho de conclusão de curso) estava engatilhada há muuuiiiito tempo em virtude do grupo de estudos que ela sempre participou e, também, pelo fato de já tê-la iniciado um período anterior ao de sua defesa, isto é, ela começou a escrever em 2008.2, terminou e defendeu em 2009.1 (os amigos universitários entendem os números,né?!).
Diferente de muitos blogs por aí, o nosso foi construído com o objetivo de compartilhar experiências. Não fazemos questão de abordar um assunto só (ou um só assunto!). Publicamos trabalhos que já nos renderam boas notas e bons comentários dentro e fora da academia. Poesias, crônicas, dicas do mundo das artes, pontos de vista... uma infinidade de coisas. Às vezes somos críticas demais (dentro do próprio grupo); brutas com quem não nos entendem; sinceras dentro da ficção; exageradas SIM, e daí?!... necessitamos do calor que só é alcançado com a experiência na pele nua. É meus caros, as Pagus têm uma vida além blog! E por se tratar de um canal feito por “professorinhas”, precisamos falar para que todos possam nos compreender, por isso uma gíria aqui, uma oralidade transcrita ali... fazemos uso do que aprendemos em sala. Acredite!
Esclarecido isso, deixo aqui nossas sinceras desculpas, mas prometemos produzir muito mais depois que tudo isso passar!
Beijos e até já!
Lívia de Oliveira
P.S.: Juliana, Carolina e Brenna estão trabalhando, assim como Andréia já faz há quase um ano. Eu não sou “vagal”, sou filha única! E por motivos vários, estou empenhada somente na monografia. ;D
domingo, 9 de agosto de 2009
Memórias, Crônicas e Declarações de Amor*
Quero ter-te. Meu corpo clama, chama e inflama pelo Teu. Incomoda-me a indefinição de tudo o que sinto. “Se pudesse te dizer aquilo que nunca te direi tu terias que me explicar aquilo que nem eu mesmo sei**. Sei que não é amor puro tal como Orfeu e Eurídice, pois tens gosto de fruta mordida”. O veneno que penetrou meu corpo paralisou-me da mesma forma ocorrida àquela cujo tom de pele assemelha-se à neve. “Quero-te com voracidade”. Adoro quando me chamas de moça, de menina. Pela primeira vez percebi o quanto é bom se sentir criança. “Adoro provocar-te. Então imagino-nus. Sou tua Ofélia. Quero (en)cantar-te em versos e canções.” És meu mouro e sou tua Desdêmona. Não. Não me sufocaste com ciúmes doentios. Fui sufocada com tua presença”. Até o que não me agrada em ti me enlouquece. Não suporto tua prudência. Tua cautela em respostas curtas tem efeito longo. Odeio teu aspecto pensativo e reflexivo. “Não quero pensar, quero sentir. Ai, a maldita dialética pessoana. Penso sentindo, sinto pensando. Não! Entre sentir e pensar escolho sentir. Mas não posso ficar sem ti”.
[dedicado a ELE, o moço. Aquele que não posso ter]
Notas:
*Sim, está relacionado ao cd de Marisa Monte. E tudo mais que há nele e não está aqui
** Quadras ao gosto popular, de Fernando Pessoa
Por Juliana Belo
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