domingo, 3 de janeiro de 2010

Resoluções de Ano novo

Estava escrevendo no último dia de minha agenda e pensei nas minhas perspectivas para esse ano de 2010. Então recordei-me do dia primeiro de janeiro de 2009 e resolvi olhar as minhas promessas e expectativas para o ano. Foi com uma grata surpresa que percebi que consegui cumprir e realizar a maioria dos meus planos. De forma resumida, tudo o que planejava se resumia à questão profissional, pois consegui terminar a monografia, me formar, consegui um emprego e comecei a ganhar os quilos perdidos em 2008. Todavia, não consegui encontrar o namorado que aqui segue os seguintes requisitos: uma pessoa que preste, que seja bonito, alto, inteligente e universitário. Venhamos e convenhamos que isso é um pouco difícil de encontrar, não? Mas, a minha grande realização no campo afetivo e amoroso foi sem dúvida largar de pensar, fantasiar e sonhar com aquela criatura que então jurava ser agradável e fascinante: a minha obsessão. Hoje não o suporto, não aguento ouvir a voz dele e descobri que ele é um grande demente. Nada como o tempo para nos fazer enxergar certas coisas que a cegueira do fascínio e da paixão nos impedem de ver. E o tempo foi realmente a palavra de ordem nesse ano que passou. Quantas vezes me vi confusa, perdida ou desorientada por situações que envolveram fofocas, fuxicos e entrigas envolvendo pessoas queridas ou amigas. Nada como uma boa respiração, uma noite de sono (especialmente na casa de Brenna) e tempo para analisar e avaliar tudo. Todavia, o que mais marcou neste ano de 2009 foi o choque de não ter passado na prova de mestrado. Essa era talvez a mais importante de todas as minhas resoluções. Percebi que sim, é possível planejar tudo, que com esforço se consegue estudar, economizar dinheiro e criar coragem para enfrentar o desconhecido e o perigoso. Mas também é necessário ter sabedoria e entender que apesar dos planos e da expectativa, tudo tem o seu momento certo (odeio essa frase, mas tenho que concordar com ela) e que o meu futuro não foi modificado, mas apenas adiado, pois após três dias de choro e lamentações, percebi que a grande lição desse ano foi a determinação, pois ela que fez e faz a diferença. É claro que só a descobri com as palavras de conforto da minha prima Ruth, dos meus pais, irmãos e familiares, dos professores amigos e é claro, das minhas amigas. Resumindo, foi um ano muito bom. Em 2010, acredito que nós pagus estamos no rumo do desconhecido, pois não vamos mais nos encontrar com tanta facilidade, não vão mais existir as escadas do cch, nem as aulas ou os trabalhos vão ser o foco de nossas preocupações. Só tenho certeza de uma coisa: nossa amizade fica e resiste a mais esse ano. Que ele seja maravilhoso e cheio de realizações. Estejam escritos em agendas ou não.



Por Juliana Belo


quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Ausência

Pedir desculpas, seria muito simples, muito fácil. O fato é que durante os últimos meses não tenho sido uma verdadeira e digna mãe e irmã. Justamente, nessa fase passada, em que as angústias e as dúvidas eram o que mais permeava os dias e as noites das Pagus. Confesso que por vezes minha maior vontade era largar tudo aquilo em que eu estava envolvida e voltar a ser a velha mamãe mala que passava a tarde nas escadas do CCH jogando papo pro ar com as melhores companheiras de jornada que se pode ter. Por muitas vezes também, meu coração doeu por ver vocês, amigas Pagus, ligarem para ao menos saber como estava a minha vida atribulada e eu me perguntava o porquê de eu não ter agido assim em muitas situações. Chegou a última etapa pra todas vocês, e eu agradeço por ter pelo menos participado da demonstração do sucesso de todas. Desculpas à minha mana Lívia (mais uma vez a labuta me atrapalhou e me fez ausente) e à minha filhota Ju por não ter encontrado tempo pra me despedir de você na viagem à Brasília, à minha Patinha por não ter ido verificar o data show, e a Carolinus por não ter ido na impressão da mono. O que eu realmente queria dizer é que as amo tanto que é difícil encontrar uma forma mais extravagante do que meus gritos, abraços apertados, minhas ligações inesperadas, meus recados com EU TE AMO. Vocês são maravilhosas, e eu me sinto muito pequena diante de tanto amor, tanta lealdade, tanta amizade. Agora chegou a minha vez! E por mais que minhas atitudes passadas me façam não merecer o apoio de vocês, agora é a hora dele, e eu preciso dele, preciso mesmo! Obrigada por tudo!

Amo-as infinitamente!
Andréia Dellano

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Exag-eros

Antes de iniciar o meu texto, quero avisar-lhes que tudo o que está aqui escrito é muito passional. E de outra forma não poderia ser. Falar de Brenna é falar de exageros. Só ela consegue transformar a morte de Michael Jackson num sentimento de culpa, pois a pata, enquanto o cantor era vivo não deu atenção suficiente a ele. Resultado? Dias e dias de louvor ao grande ídolo da música pop. E com o louvor, o lamento. "Ai, eu não dei atenção suficiente a ele, tou me sentindo culpada". Nós, amigas, tivemos de suportar a angústia da pata. Aliás, angútia é o que não falta da vida dela. Somente esta criatura consegue reclamar o fato de não ter um namorado. Para que um namorado, Brenna? Você é tão linda, inteligente, charmosa e meiga. "Cavalga elegância, da mesma forma que o signo que a rege, o sagitário." Seria pedir demais que um paspalho (visto que a maioria dos homens o são) tenha exclusividade de você, querida. Tu sofres do mal de Don Juan, tu buscas o amor ideal. Na verdade, acho que tua busca é pelo sentimento amoroso e não alguém em específico. Acho que é por isso que te apaixonas com tanta voracidade, com tanto exag-eros. Outro sentimento muito presente no jeito Brenna de ser é a amizade leal. Se ela é sua amiga, pode ter certeza que ela é capaz de brigar por você. Se alguém te faz algum mal, esse alguém faz parte da lista negra, porque essa pata é tão fiel que sente suas dores, que chora junto com você. É bem verdade que ela é irônica, pois quando achamos que ela nos apoiará em certas decisões, ela condena. E quando juramos receber a martelada cruel, ela nos apoia. Vai lá entender, né? Assim fica muito difícil, difícil mesmo. Outra coisa que me senti desafiada a escrever diz respeito aos outros textos, pois em todos os aniversários homenageei minhas amigas. Mas, isso eu preciso destacar, os outros foram mais fáceis de escrever. Carolina possui o nome mais cantado e encantado do cancioneiro popular brasileiro. Andréia é uma malinha. E a mala representa aquilo que podemos guardar, recordar e acumular. Lívia se destaca pelo seu segundo nome, Maria. E Brenna? Bem, não me interpretem mal, queridas amigas (nem fiquem com ciúmes, mas eu preciso terminar esse texto aqui). Brenna pode não ser cantada em canções, pode ter um nome estranho e esquisito à primeira vista, mas ela é a única pessoa que é pata, que é linda, que é amiga e que é leal. Ela consegue me irritar e em cinco minutos depois ela me diz que não guarda ódio ou rancor. O melhor de tudo é que ela é minha alma gêmea, ela me completa. E ainda faz outras meninas felizes só pelo fato de existir. Obrigada por fazer parte de nossa vida, Pagu caçulinha. Feliz Aniversário.


Por Juliana Belo, a egoísta que inventou uma viagem justamente no momento que ela mais precisou. Logo quando tudo era escuridão e trevas.


[dedicado a Brenna Lima. Desculpa por não escrever antes, você sabe que estava impedida. Esse ano foi o primeiro aniversário longe, não te dei presente. Em outras palavras: sou uma pior. Mas eu te amo, isso não vai mudar.



sábado, 31 de outubro de 2009

IN-VERSOS

Hoje acordei e resolvi rasgar as cartas de amor nunca escritas. "Todas as cartas de amor são ridículas. Não seriam cartas de amor se não fossem ridículas"*. Joguei fora o presente nunca embrulhado. Abri a caixa de Pandora e me restou somente a esperança, a última praga lançada à condição humana, esperar. Me limpei do suor nunca sentido, do cheiro nunca transpirado. Ai, o perfume inebriante adocicado. Senti ao sussurrar-te nos ouvidos o meu canto de paixão. Tirei o peso do teu corpo daquela dança nunca acabada. Tua mão me enlaçando me fez voar sem tirar os pés do chão. Naquele instante éramos os únicos ali. O maldito beijo não dado. Toquei de leve os teus lábios e senti jorrar pecado deles. Quando os mordi, voltei aos meus antepassados, pois Adão e Eva também erraram ao morderem um fruto proibido. Tentei acertar e errei. Ao errar, acertei. Sinto saudades daquilo que nem cheguei a sentir. O que senti não me traz saudades. Nos meus sonhos sempre estamos correndo e buscando algo. Nunca escolhemos as portas certas, nem as mesmas portas. Mas ontem, entramos no mesmo labirinto e lá nos perdemos. Quando vamos sair ou nos achar? Não sei. Mas sempre somos a seta que busca o alvo, a caça que foge do caçador, a estrada que sempre encontra curvas. Um dia esses caminhos irão se cruzar. Não por agora, é claro.



[dedicado a ELE, o moço e o muso. É sempre bom te encontrar]




Por Juliana Belo
*Cartas de amor, de Álvaro de Campos

domingo, 25 de outubro de 2009

De repente, 1 ano!

Pois é, o tempo passou!... Esse blog que vos fala completou um ano mês passado; dia 24 de setembro, pra ser mais exata. Ao longo desse ano, vocês acompanharam boa parte dos acontecimentos de nossas vidas. Quando digo “nós” me refiro as cinco Pagus – as cinco garotas que juntaram a fome com a vontade de comer. Então, como parte das “festividades”, fui praticamente intimada a escrever este texto de comemoração: fato! Mas escrever para o De repente é sempre um prazer; às vezes um prazer carregado de subjetividade, e que por isso mesmo o torna maior. Assim...

Pensei em relembrar todos os momentos pelos quais o De repente passou, e isso significaria contar a história de cada uma das escritoras desse blog e suas peripécias durante esse 1 ano. No entanto, não podemos esquecer que a “mentora” de nós todas é Patrícia Galvão (Pagu): poetisa, revolucionária, esposa, mãe, artista, mulher. Entendemos que DE REPENTE, PAGU! é tudo isso. É a exclamação no fim da frase, é uma conversa sobre sei lá o que no meio da aula, é o sentir de modo diferente. O inesperado.

Foi com o intuito de compartilhar nossos textos mais escondidos, nossas experiências mais enriquecedoras, nossas paixões, amores e desamores que esse blog se fundou, porque nosso lema sempre foi escrever sobre tudo – de trabalhos acadêmicos á poesia da imagem. Tanto que, vocês leitores e amigos do De repente, acompanharam de perto nossas mudanças e nosso fluxo textual. É verdade que, outrora, nossa produção foi bem maior, mas é como já relatei tempos atrás: nossas vidas ficaram bastante atribuladas e, algumas de nós, não estão podendo postar seus textos como era costume. Todavia, isso não quer dizer que paramos de produzir; pelo contrário! O que falta é “tempo” para postar as novidades.

De forma despojada, mas ao mesmo tempo preocupada com o conteúdo é que se faz a escrita do Pagu – como é chamado pelos mais íntimos. Não pense você, minha cara leitora, que esse blog é lido apenas por garotas! Não, não. Nossos maiores incentivadores são homens: os que passaram por nossas vidas, os que são amigos e os que vêm dar aquela espiadinha e acabam ficando. Sim, acreditem! Também a mudança é bem vinda. Assim nos infiltramos no mundo dos caça-talentos e, caso você queira dividir suas produções com o mundo, nos comunique; estamos sempre dispostas a enriquecer o Pagu e a conhecer (ou reconhecer) esses novos (e às vezes nem tão novos) talentos. Todos serão apreciados!

O De repente, Pagu! se orgulha em ter partilhado com você aí do outro lado da tela – do outro lado do mundo ou do outro lado do muro – esse 1 ano. Foram muitas as mudanças; algumas delas a olhos vistos, outras nem tanto. Mas aos poucos nós, juntamente às opiniões de vocês, faremos muito mais. Podem esperar, porque vem coisa boa pela frente! Afinal já mexemos e remexemos com a inquisição, morremos na fogueira e aprendemos o que é ser carvão. Somos pau pra toda obra e Deus dá asas a nossa cobra. Mas vá com calma, pois nossa força não é bruta, não somos freiras e nem putas!... Rainhas do tanque?! Talvez. Pagus indignadas no palanque, sempre. Temos fama de porra-louca, tudo bem! Também somos filhas de alguma Maria ninguém. É claro que às vezes parece o contrário, mas não somos atrizes, modelos ou dançarinas, e de fato o nosso buraco é mais em cima! “Porque nem toda feiticeira é corcunda, nem toda brasileira é bunda, meu peito não é de silicone, sou mais macho que muito homem”*.


Por Lívia de Oliveira

P.S.: parabéns para nós!!!! \o/

* Releitura da música Pagu composta por Rita Lee e Zélia Duncan, interpretada por Maria Rita.