Por Juliana Belo
[dedicado a ELE, meu muso]
" Quero ir bem alto... Bem alto! Numa sensação de saborosa superioridade... É que do outro lado do muro, tem uma coisa que eu quero espiar.. "


Mas ainda sim, ela não sabia o que ia acontecer. Sofria por antecipação. O telefone não tocava. Não era, todavia, a primeira vez que aquilo ocorria: sempre lhe dizia que ligaria... mas até ali, nada!
E lembrou-se de quando aquela realidade era apenas um sonho distante. Passava horas nas escadarias conversando com outras, que, assim como ela, sonhavam. Por um momento lembrou o que a amiga professara para si na noite anterior. Sorriu.
Queria mesmo era sanar o mal entendido que suas palavras provocaram... Compulsão maldita! O que mais poderia acontecer? Já sei, um casal feliz sentar-se a seu lado.
E as horas passavam. Aparentemente todos a observavam, mas estava só. Só e observada, obcecada, obstinada, objetada, petrificada. Triste.
Toca telefone... toca.